O Jordano iniciou o acompanhamento no mês de abril com um quadro de bastante ansiedade, rigidez e reações intensas quando contrariado. Com o passar das sessões, já é possível notar mudanças significativas: ele está mais motivado, alegre e suas reações negativas têm se tornado menos frequentes.
Sobre a metodologia adotada pelo profissional, vale destacar que todas as sessões são gravadas. Quando há algum fato relevante, o Marcelinho compartilha os registros com a família para discussão e reflexão conjunta. Neste vídeo da última sessão, ele destacou dois pontos importantes no processo terapêutico do Jordano: "atenção sustentada" e "musicalidade", com a música “Porto Alegre é Longe” servindo como recurso central.
Reflexão:
Desde 2017, a musicoterapia é reconhecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como uma Prática Integrativa e Complementar em Saúde (Portaria nº 849). Diversos estudos já apontam benefícios concretos da musicoterapia no desenvolvimento de pessoas com autismo, especialmente no estímulo à comunicação, expressão emocional e regulação comportamental.
Diante disso, fica a pergunta: não está na hora de termos musicoterapeutas inseridos nas equipes dos centros especializados em autismo da rede pública?
Atualmente, os atendimentos com a musicoterapia na AMACA ocorrem de forma particular, por meio de uma parceria entre a associação e o profissional. O atendimento é pago pela família com a colaboração do profissional e, em alguns casos, pagos pela associação.
Essa é, sem dúvida, uma solução alternativa importante — mas não deveria ser a regra. O acesso à musicoterapia precisa estar garantido como política pública, viabilizado pela rede pública de saúde, com equidade para todas as famílias.

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